O que é Arqueologia?

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Escrito por Administrator
Sáb, 06 de Março de 2010 11:26

Saiba mais o que significa a palavra Arqueologia

A palavra “arqueologia” tem origem de duas palavras gregas, archaios e logos, e significa “estudo das coisas antigas”. Entretanto, nas últimas décadas, os arqueólogos não estudam apenas as sociedades do passado, mas também as do presente.

A Arqueologia é uma ciência social que estuda o passado humano a partir dos vestígios materiais deixados pelos povos que habitaram a Terra. O arqueólogo é o especialista que busca interpretar sociedades que, na maioria das vezes, não existem mais, e também as sociedades do presente a partir de seus vestígios materiais. As investigações do arqueólogo envolvem o diálogo com a comunidade e, também, muitas pesquisas, destacando-se, entre elas, os levantamentos de campo, a escavação dos sítios encontrados, o estudo das peças em laboratório e a divulgação dos resultados.

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A palavra “vestígio”, quando procurada no dicionário, tem o seguinte significado: sinal, pegada, marca ou rastro; sinal de uma coisa que aconteceu, de uma pessoa que passou. E a palavra “material”, é tudo aquilo que se refere à matéria, ou seja, tudo aquilo que conseguimos tocar, pegar. Como por exemplo: conjuntos de obras, objetos de casa, ferramentas de trabalho, entre outras coisas.

Isso significa que os arqueólogos estudam todos os artefatos que resistiram ao tempo, ou seja, todos os objetos que as sociedades humanas do passado e, agora, do presente, utilizam. É importante dizer que eles dão dicas para os arqueólogos, que tentam compreender como foram feitos e a função de cada um. A partir daí, interpretam as sociedades que os produziram.

Lembre-se, não falamos apenas de objetos pequenos, mas também de grandes construções. Há ainda os ecofatos, isto é, os restos naturais encontrados em sítios arqueológicos: vestígios de plantas, sementes, ossos de animais e assim por diante. Eles também ajudam a conhecer os hábitos e costumes da sociedade estudada.

Para realizar o seu trabalho, inicialmente, o arqueólogo procura pistas que possam indicar a presença de sítios arqueológicos. Identificados os sítios, o arqueólogo começa o trabalho de escavação. Para tanto, ele precisa conhecer um pouco de tudo: por exemplo, informações sobre os animais e a vegetação da região, o relevo, as mudanças ocorridas na estrutura geológica ou, ainda, as mudanças que o ambiente sofreu ao longo do tempo e que causaram alterações nos vestígios estudados. Por isso, junto com o arqueólogo trabalham vários outros especialistas como geógrafos, historiadores, biólogos, e até matemáticos (é isso mesmo, porque também na Arqueologia os cálculos estatísticos e outras ferramentas de análise são muito importantes).


Depois da escavação, ainda há uma extensa pesquisa em laboratório, lugar para onde são enviados os “achados arqueológicos”. Todos os vestígios passam por um processo de higienização, catalogação e análise. E, a partir de todo esse trabalho composto por várias etapas, é possível fazer comparações e interpretações sobre a sociedade analisada.

 

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Como é feito o trabalho do arqueólogo?
O trabalho do arqueólogo não é só a escavação. Antes de escavar é importante encontrar o sítio arqueológico. Primeiro, o arqueólogo define a região que será estudada, os temas da pesquisa e os métodos de investigação que vai utilizar. Esses métodos dependem do tipo de sítio escolhido pelo arqueólogo e sua equipe. Quando isto estiver resolvido, iniciam-se os trabalhos. As pistas, em geral, indicam o local do sítio arqueológico a partir da ajuda de várias ferramentas como, por exemplo, mapas, imagens de satélite, radares e até documentos escritos (se o sítio arqueológico escolhido é posterior à chegada dos europeus).

Este trabalho se chama prospecção. Já ouviu falar nisso? Prospecção é a procura de sítios arqueológicos na área de pesquisa. Alguns vestígios materiais são vistos na superfície e é possível reconhecê-los se você caminha pelo local. Outra forma de encontrar os sítios arqueológicos é fazer sondagens. Sondar significa procurar os vestígios materiais abaixo do solo. Nesse sentido, com uso de ferramentas adequadas, é possível abrir pequenos orifícios no solo e verificar se eles apresentam vestígios que indicam a presença humana.

Os sítios arqueológicos podem ser encontrados em diferentes lugares, como, por exemplo, no Egito dos faraós, nas construções incas do Peru e, ainda, em diferentes locais do Brasil. É muito importante que você saiba que existe uma grande variedade de sítios arqueológicos em nosso país, que podem ser encontrados em fazendas, estradas, em cidades do litoral e do interior. Até debaixo de grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e tantas outras, existem sítios arqueológicos, e todos eles contam pedaços da grande história do povo brasileiro.

De uma forma geral, quando falamos de sítios arqueológicos no Brasil podemos encontrá-los tanto na superfície do solo, como enterrados. Existem também sítios arqueológicos em entradas de cavernas ou protegidos por abrigos de pedra. Para facilitar sua classificação foi feita uma divisão a partir de estudos que apresentam os sítios antes da chegada dos portugueses – que receberam a denominação de sítios pré-históricos (ou pré-coloniais) – e sítios mais recentes, formados depois da chegada dos portugueses no litoral do Brasil, em 22 de abril de 1500, que recebem o nome de sítios históricos (ou coloniais). Nos sítios pré-coloniais podemos identificar instrumentos de pedras lascadas ou polidas, restos de objetos de cerâmica como potes, cachimbos ou urnas funerárias, além de ossos humanos, restos de alimentação, restos de construções de cabanas, e muito mais.

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Mas afinal, o que é um sítio arqueológico?
Sítio arqueológico é o local onde se encontram os vestígios materiais deixados pelos grupos humanos que ali estiveram. Este local pode ter sido a morada de pessoas, como uma cabana de palha e madeira, ou ainda uma caverna. Mas pode também ter sido um cemitério ou um lugar habitado por pouco tempo para caçar ou pintar paredes, um acampamento. Os sítios arqueológicos são variados e apresentam grandes diferenças entre si.

Podemos, também, identificar desenhos e inscrições em lajes e abrigos rochosos, a chamada arte rupestre. Nos sítios arqueológicos históricos podemos encontrar, além de vasilhas cerâmicas mais recentes, restos de louças e outros objetos de uso doméstico, bem como antigas construções como alicerces e muros de pedras, igrejas e fortificações.

 

 

 

Como é feita a escavação

Será que escavar significa abrir um monte de buracos?

O interesse pela arqueologia começou há vários séculos atrás, com gregos e babilônios. Mas somente no final do século XIX, com um general do exército britânico, chamado Augustus Pit Rivers, que a escavação arqueológica começou a seguir técnicas específicas. Esse general fez escavações na Inglaterra entre 1887 e 1898 e, ao invés de coletar somente peças de valor (como era o costume naquela época), ele coletou todos os objetos encontrados, registrando com precisão a posição de cada um deles no solo.


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Até hoje, quando é realizada uma escavação arqueológica, tudo é feito com muito cuidado e cada objeto encontrado é registrado (com fichas de campo, desenhos e fotografias) para que, depois, se reconstruam as atividades que ali se realizavam.

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A importância dos laboratórios para as pesquisas arqueológicas
oqueearqueologia03Não são somente os profissionais de medicina, biologia e farmácia que utilizam os laboratórios. Os arqueólogos também utilizam oslaboratórios para completar os estudos de suas escavações. No caso da Arqueologia, o laboratório é o lugar para onde são enviados os vestígios materiais coletados. Todos eles são separados, de acordo com o local em que foram encontrados, e recebem uma ficha de identificação, para facilitar a pesquisa.
Nesta etapa, os “achados arqueológicos” são higienizados, ou seja, são lavados, numerados, descritos e separados de acordo com o seu tipo. Por exemplo, numa escavação de um sítio pré-histórico, os ossos de vertebrados são separados em mamíferos, peixes, aves, entre outros. A partir daí, é possível analisar o que os homens que habitaram esse sítio no passado comiam mais. O mesmo acontece quando são encontradas ferramentas de pedra lascada ou polida, entre outros tantos vestígios que podem aparecer.

Em geral, as técnicas de escavação são praticadas de acordo com o que se pretende analisar.

Assim:

• há escavações que buscam compreender as mudanças que ocorreram entre as diferentes ocupações humanas de uma determinada área, então a análise é voltada para o estudo da estratigrafia do solo, podendo, nesse caso, abrir trincheiras para “ler” as diferentes camadas. Os arqueólogos conhecem essa técnica como estratigrafia vertical.

• por outro lado, há estudos que buscam compreender as atividades realizadas no interior de um sítio arqueológico. Neste caso, é necessário abrir uma grande área para ser escavada, onde é possível verificar como o espaço foi utilizado. Essa é a estratigrafia horizontal.

É importante dizer que muitos estudos arqueológicos combinam os dois tipos de estratégicas de escavação, tanto a vertical quanto a horizontal.

 

 

 

 

 

 

Saiba mais sobre a arte rupestre

Saiba mais com o nome do órgão responsável – IPHAN

O IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, é o órgão do Ministério da Cultura que tem como uma de suas missões preservar o acervo patrimonial brasileiro. Caso encontre um sítio arqueológico, comunique ao IPHAN através do site: www.iphan.gov.br

Você gosta de desenhar? Se pedissem para você representar o seu dia a dia, como seria este desenho? Nossos indígenas também gostavam de desenhar. Eles eram verdadeiros artistas e esses desenhos indígenas são conhecidos como arte rupestre. Existem duas técnicas básicas para esta arte: a pintura, com uso de tintas para desenhar as formas, ou a gravura, feita através de riscos na pedra. Você deve estar se perguntando: como esses homens faziam essas pinturas? Com lápis ou giz? Não. Eles usavam, para pintar, extrato retirado de plantas, árvores e frutos, carvão, pó de rochas etc.

Como os homens pré-históricos não desenvolveram a escrita como a nossa, eles conseguiram encontrar uma outra forma de comunicação: através dos desenhos. Os arqueólogos já encontraram pelo Brasil diversas pinturas e gravurasrupestres, que mostram cenas de caça de animais, rituais de dança, figuras geométricas, entre outras coisas. O Parque Nacional Serra da Capivara, no sudeste do Estado do Piauí, é um dos locais onde existem várias pinturas e gravuras rupestres que representam o cotidiano dos indígenas, chegando a mais de 12.000 anos de idade!

Mas essas pinturas não existem apenas no Brasil. Elas estão espalhadas por todos os continentes do mundo. Na Europa, foram identificadas pinturas rupestres em cavernas como em Altamira, na Espanha, onde foi encontrada quase uma centena de desenhos, feitos há 14.000 anos; já em Lascaux, na França, as pinturas têm aproximadamente 17 mil anos. Na caverna de Chauvet foram pintados ursos, panteras, hienas, mamutes e cavalos.

Sobre Lascaux, veja a seguinte reportagem:

O governo francês colocou em curso um plano de emergência para salvar as pinturas rupestres de Lascaux - uma das mais famosas grutas de arte pré-histórica do mundo - depois de um ataque de fungos.

O governo francês decidiu encerrar a gruta por três meses, enquanto uma equipe de especialistas ataca os bichos com fungicidas. Os fungos têm pintado as paredes de cinzento e preto, na terceira infestação em sete anos. O sistema de ar condicionado foi substituído, sendo que alguns cientistas consideram a má introdução dos equipamentos e o aumento da temperatura no interior da caverna como os principais fatores para o aparecimento dos fungos. O governo tem reunido especialistas a fim de discutir a melhor maneira de preservar Lascaux (...). Muitos cientistas temem que o ataque dos bichos tenha sido propulsionado pelas alterações do microclima da caverna. Lascaux já se encontrava encerrada ao público desde 1963, a fim de preservar os desenhos pré-históricos. A importância histórica destas cavernas é incomensurável.
03-01-2008 Fonte: SOL com agências http://forumpatria.com/index.php?topic=908.0.
Acesso em 15/08/2008

Saiba mais sobre a arte rupestre
Você gosta de desenhar? Se pedissem para você representar o seu dia a dia, como seria este desenho? Nossos
indígenas também gostavam de desenhar. Eles eram verdadeiros artistas e esses desenhos indígenas são conhecidos
como arte rupestre. Existem duas técnicas básicas para esta arte: a pintura, com uso de tintas para desenhar as formas, ou
a gravura, feita através de riscos na pedra. Você deve estar se perguntando: como esses homens faziam essas pinturas?
Com lápis ou giz? Não. Eles usavam, para pintar, extrato retirado de plantas, árvores e frutos, carvão, pó de rochas etc.
Como os homens pré-históricos não desenvolveram a escrita como a nossa, eles conseguiram encontrar uma outra
forma de comunicação: através dos desenhos. Os arqueólogos já encontraram pelo Brasil diversas pinturas e gravuras
rupestres, que mostram cenas de caça de animais, rituais de dança, figuras geométricas, entre outras coisas. O Parque
Nacional Serra da Capivara, no sudeste do Estado do Piauí, é um dos locais onde existem várias pinturas e gravuras
rupestres que representam o cotidiano dos indígenas, chegando a mais de 12.000 anos de idade!
Mas essas pinturas não existem apenas no Brasil. Elas estão espalhadas por todos os continentes do mundo.
Na Europa, foram identificadas pinturas rupestres em cavernas como em Altamira, na Espanha, onde foi
encontrada quase uma centena de desenhos, feitos há 14.000 anos; já em Lascaux, na França, as pinturas têm
aproximadamente 17 mil anos. Na caverna de Chauvet foram pintados ursos, panteras, hienas, mamutes e cavalos.
Última atualização ( Qui, 18 de Março de 2010 10:55 )